domingo, 8 de maio de 2011

Moura 2011- panorâmica da exposição de cartoon e B.D.







Eis algumas fotos da Exposição dos trabalhos seleccionados e premiados no salão de Banda Desenhada e Cartune de Moura 2011. Uma das imagens refere-se à cerimonia de entrega de prémios. Numa destas podemos ver o autor de Banda Desenhada espanhol, Tito autografando o seu  álbum " Soledad, El forastero".
Tito e o Excelente desenhador, pintor e autor de B.D português, Victor Mesquita foram os autores convidados e que se fizeram representar  na exposição com trabalhos originais de qualidade excepcional, tendo sido galardoados com os troféus " Balanito de honra"!

Também estiveram patentes duas exposições de cartune do autor albanês Agim Sulag , " o humanista do humor" e do português Carlos Laranjeira, que comemorou vinte anos nestas andanças do "cartoon" e da ilustração. 

O autor de B.D. Carlos Roque, também estava representado com uma exposição de trabalhos da sua autoria e foi galardoado postumamente com o troféu "Balanito Especial". 

Da responsabilidade do estudioso e divulgador de humor gráfico, Osvaldo de Sousa,  esteve patente a exposição " Viajantes de papel na lusofonia gráfica".

Estiveram ainda patentes as seguintes exposições:

- Alexandre Herculano e a sua conotação à Banda Desenhada, pois vários textos seus foram adaptados à 9ª arte,  por nomes consagrados neste universo, como Fernando Bento, Victor Mesquita, Eduardo T. Coelho, José Ruy, José Garçês, Augusto Trigo, entre outros. Esta mostra foi da responsabilidade do comissário da exposição, Luiz Beira.

- El Autor y su pagina - A exposição antológica do autor granadino.

- Coleccionando Tintin, da responsabilidade do Arquitecto António Mata.

- Rui cardoso: " Para além do patinho".

É de salientar a enorme competência e profissionalismo de todas as pessoas e entidades ( nomeadamente a Câmara municipal de Moura) envolvidas na organização, divulgação e concretização deste evento que tanto dignifica  a cidade, os autores representados, o universo da B.D. ; o desenho humorístico e o "cartoon".


Uma palavra de apreço para o Carlos Rico, incansável e competente dinamizador deste evento, também ele um excelente autor de Banda Desenhada e "cartoon".
Hermínio Felizardo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Merkl Lisa - 1º Prémio( na modalidade de "Cartoon") - escalão B, do Concurso de BD e cartune de Moura 2011


Foi com grande satisfação que tomei conhecimento esta semana, relativamente ao facto de ter obtido o 1º Prémio no Concurso de B.D e "Cartoon" de Moura com o trabalho que se encontra a encimar este "post", ao qual dei o nome de Merk Lisa, por analogia com o quadro de Mona Lisa de Leonardo da Vinci, também conhecido por "Gioconda". A Chanceler alemã, não está lisa, mas ameaça deixar-nos a todos nessa condição.

Este certame já tem algum impacto quer em Portugal, quer no estrangeiro. Decorre em simultâneo com a feira do livro daquela cidade e tem um programa muito diversificado: Exposições de nomes consagrados nesta área, colóquios, conferências, actividades lúdicas; caricatura ao vivo etc.

Mais informações em http://www.cm-moura.pt/mourabd/

sábado, 9 de abril de 2011

Quem é o pai da criança?

Dignidade- Exposição Internacional de "Cartoon", agora na Marinha Grande


A exposição “Dignidade – Exposição Internacional de Cartoon” é inaugurada no dia 8 de Abril (sexta-feira), pelas 18h00, no Museu Joaquim Correia, situado no Largo 5 de Outubro, na Marinha Grande. A entrada é livre.


Esta iniciativa insere-se nas comemorações do 24 de Abril de 1974 e está patente de 8 a 29 de Abril, podendo ser visitada de segunda-feira a sexta-feira, das 09h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h00.

A FecoPortugal – Associação de Cartoonistas e a Amnistia Internacional – Portugal promovem esta exposição internacional de cartoon, tem percorrido o país depois de ter sido exibida em Lisboa. A mostra conta com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande.
Esta iniciativa pretende chamar a atenção da sociedade para a crise de valores a que vamos assistindo, com a crescente sobrevalorização do TER, à custa da subvalorização do SER. É uma reflexão colectiva, pela via do Humor, orientada no sentido do desejo da rápida concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que podem resumir-se ao conceito de conquista da Dignidade.
Trata-se de um conjunto de desenhos de humor de 109 autores, de 37 países, desde Açores ao Alentejo ou a Viseu, desde o Uzbequistão até à Nigéria ou ao Equador, seleccionados de um total de 131 participantes. Portugal foi o país com maior número de participantes. Seguiu-se a China e o Irão, numa demonstração de que o humor consegue vencer fronteiras.
Os cartoonistas portugueses representados na exposição são: Luís Afonso, Hermínio Felizardo, Carlos Seco, Ernesto Silva, Zé Oliveira, António José Lopes, Gonçalo Pedro, César Évora, José Monginho, Paulo Fernandes, Armando David, Pedro Manaças, (António) Santiagu, Carlos Rico, Jorge Rod, Carlos Amor, Álvaro, (Ricardo) Campus, Romeu Cruz, Onofre Varela, Rodrigo de Matos, Pedro Ribeiro Ferreira.

Segundo a FecoPortugal, “a linguagem dos humoristas usa frequentemente este género de exercícios simbólicos como ferramentas de denúncia, de consciencialização, de comunicação subliminar”. Além disso, “a Dignidade, enquanto valor de honra, decência, respeito (por si próprio e pelos outros), é uma moeda em crise, a necessitar urgentemente de revalorização”.

Para a Amnistia Internacional, “o cartoon é uma das muitas formas eficazes de bradar pela Igualdade, pela Liberdade e pela Dignidade Humanas. Com o mérito da simplicidade, evidencia o sério no ridículo e o ridículo no sério”. Oriundos de tão diferentes culturas, os trabalhos espelham o mesmo: “que afinal não somos assim tão diferentes! Ponhamos as nossas inseguranças e egoísmos de lado e assumamos o que é de todos nós: a Dignidade da família Humana!”.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Capa do catálogo da exposição alusiva a Emil Cioran



Capa do catálogo da exposição alusiva ao intelectual romeno Emil Cioran para a qual realizei duas caricaturas.

Para aceder às mesmas ver o "site": http://www.personality.com.ro/cioran.htm

domingo, 6 de março de 2011

caricatura de Nick Cave


Há muitos anos que aprendi a gostar da música intimista de "Nick Cave and The Bad Seeds". Ainda por cima  está ligado a um dos meus filmes predilectos: " As asas do desejo", de Wenders, onde aparece fugazmente, mas onde é possível constatar a energia imanente da sua música.

"Nicholas Edward Cave (Warracknabeal, 22 de Setembro de 1957) é músico, compositor, autor, argumentista e, ocasionalmente, actor de nacionalidade australiana. É mais conhecido pelo seu trabalho no rock, com os Nick Cave and the Bad Seeds, onde explora temáticas como religião, morte, amor, América e violência."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Caricatura de Lemmy Kilmister- músico do grupo Motorhead



Há algum tempo atrás fiz a caricatura deste curioso personagem, não tendo ficado totalmente satisfeito, fiz agora esta sequela que modéstia à parte me parece mais conseguida e mais fidedigna relativamente à fisionomia sui- géneris do visado.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Caricatura de Johnny Deep- O homem dos mil rostos



"Depp nasceu em 1963, é filho de John Christopher Depp  e Betty Sue Palmer.

Com doze anos ganhou a sua primeira guitarra. Decidiu que o que queria era ser guitarrista, e não passar os seus dias na escola. Aos dezesseis, formou o primeiro grupo, The Kids, que depois mudou de nome para Six Gun Method.
Logo que chegou a Los Angeles, em 1983, casou com Lori Anne Allison, porém o casamento durou apenas dois anos. Foi Lori quem o apresentou a Nicolas Cage, que lhe conseguiu testes para o seu primeiro filme, A Hora do Pesadelo. Nicolas tornou-se um grande amigo seu. Na lista dos amigos de Depp, além de Cage, estão Leonardo DiCaprio, Tim Burton, Helena Bonham Carter, Marlon Brando, Christina Ricci, Al Pacino e Sean Penn.
Johnny ficou famoso ao fazer parte do elenco da série de televisão Anjos da Lei, entre 1987 e 1990. O sucesso  tornou-o um ídolo juvenil e símbolo sexual.
Em 1990, John conheceu o director Tim Burton na O.S.S. (Ow Shit Studios), director esse com quem faria uma parceria duradoura, tendo desempenhado nesta fase Eduardo  Mãos de Tesoura. O filme provou o talento de Johnny que passou a ser visto não como apenas mais um rosto bonito, mas sim um actor de verdade. O protagonista deste mesmo filme diz que se identificou bastante com este personagem.
 Entre outros filmes com o director Tim Burton estão "Ed Wood", " A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça",  a "Fábrica de Chocolate", a "Noiva-Cadáver", e Sweeney Todd o barbeiro demoníaco da Rua Fleet.

John estreou-se como director em O Bravo, em 1997. O argumento foi escrito junto com seu irmão D. P. Depp e Paul McCudden, e onde além de actuar ao lado de Marlon Brando, John faz um índio cherokee, tribo aliás, da qual ele descende.



Mas foi com Piratas das Caraibas na pele do divertido e excêntrico Capitão Jack Sparrow, aliás esse foi o personagem preferido dele e dos seus filhos, que caiu nas graças de Hollywood, e recebeu a sua primeira nomeação para o óscar de melhor actor em 2004. A segunda nomeação veio em 2005, com " Em Busca da Terra do Nunca."
Em 2008 recebeu uma nomeação no desempenho de Sweeney Todd, o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.



Deep é um actor que faz de tudo para não ser considerado uma estrela de Hollywood e, por causa disso,  recusou papéis importantes, como os que ficaram com Keanu Reeves em " Speed", Tom Cruise em "Entrevista com o Vampiro", Brad Pitt em "Lendas da Paixão" e Leonardo di Caprio em "Titanic".


 O actor possui uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood, Califórnia, E.U.A.
Mostrando que pode interpretar com extrema facilidade qualquer tipo de personagem, Johnny Depp é um verdadeiro camaleão de Hollywood. Com um carisma intrínseco à sua personalidade, que só colabora com o vínculo fortíssimo que  os seus personagens criam com o espectador, Johnny consegue realçar ainda mais a sua presença em cena, expressando competência na arte de actuar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Caricatura de Tom Waits



Caricatura de Tom Waits


"Thomas Alan Waits (7 de dezembro de 1949) é um músico, instrumentista, compositor, cantor e actor norte-americano. A sua voz grossa e rouca aliada às suas letras por vezes  intrigantes, marcam a personalidade da sua música.



Estando no activo há mais de quatro décadas, Waits possuí uma considerável obra, constituída por quase 30 álbuns (incluindo álbuns de estúdio, compilações e álbuns ao vivo), e mais de 50 participações directas (como actor) e indirectas (compondo bandas sonoras) em filmes. Já foi indicado para um grande número de prémios musicais, tendo ganho o Grammy Awards por dois álbuns, a saber: Mule Variations e Bone Machine."

sábado, 29 de janeiro de 2011

Caricatura de Ramalho Ortigão



 
"As literaturas são os registos condensados do pensamento público. Os grandes livros não se produzem senão quando as grandes ideias agitam o mundo, quando os povos praticam os grandes feitos, quando os poetas recebem da sociedade as grandes comoções."

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Caricatura de Miguel Torga




Desde tenra idade que aprendi a apreciar a obra de Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha.

 A sua obra os “ Bichos” era de leitura obrigatória no antigo sétimo ano unificado e era parte integrante dos conteúdos programáticos da disciplina de Língua Portuguesa.
 O que à partida se perfilava como mais uma actividade disciplinar, com o peso da obrigatoriedade, cedo se tornou um prazer, pois as personagens que evoluíam e emergiam daqueles contos magníficos eram-me familiares, encerravam em si as vivências ligadas à terra e à vida rural.


À semelhança do autor, também eu nasci e vivi parte da infância, numa aldeia “ granítica”, povoada por personagens, em quase tudo, iguais àquelas que emergiam dos contos. Era sem esforço que se fundiam com o meu próprio imaginário.

“A terra é o lugar concreto e natural do Homem. A terra surge, para o Poeta, como o ventre materno, o "chão duro que recebe o semente e que procria”. A tarefa humana deve orientar-se para esse sentido criador, genesíaco. Ao arar com a charrua ou ao lançar a semente que há-de germinar, o Homem executa um verdadeiro rito nupcial que não só estreita as suas relações com a terra, como a torna expressão do divino.”

" Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em 1907 em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes, e faleceu em 17 de Janeiro de 1995 em Coimbra. Emigrou para o Brasil ainda jovem e, quando regressou em 1925, matriculou-se na Universidade de Coimbra onde se formou em Medicina. Esteve de início literariamente próximo do grupo da Presença, sediado em Coimbra. Por volta de 1930, estava já afastado do grupo, fundando a revista Sinal. Funda pouco depois a revista Manisfesto. Começou a ser conhecido como poeta, tendo mais tarde ganho notoriedade com os seus contos ruralistas e os seus dezasseis volumes de Diário, estes publicados entre 1941-1995. Várias vezes nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, tornou-se um dos mais conhecidos autores portugueses do século XX."

Caricatura de MiguelTorga - Etapas

domingo, 23 de janeiro de 2011

Caricatura do filósofo e escritor romeno, Emil Cioran



Emil Cioran (Raşinari, 8 de abril de 1911 — Paris, 20 de junho de 1995) foi um escritor e filósofo romeno radicado na França. Em 1949, ao publicar "précis de decomposition", passa a assinar E.M. Cioran, influenciado por E.M. Forster -esse "M" não tem nenhuma relação com outros nomes do filósofo (como Michel, Mihai, etc.)

Um dos melhores conhecedores da obra de Cioran é o filósofo espanhol Fernando Savater.

"Emil Cioran nasceu em Răşinari, Condado de Sibiu (na Transilvânia, parte do território Austro-Húngaro na época). Seu pai, Emilian Cioran era um padre Romeno Ortodoxo e a mãe, Elvira Cioran (sobrenome Comaniciu) era originária de Veneţia de Jos, um povoado próximo a Făgăraş. O pai de Elvira, Gheorghe Comaniciu, era tabelião e ganhou o título de barão pelas autoridades imperiais. Assim, pode-se dizer que Emil Cioran, em virtude da linhagem materna pertencia a uma pequena família de nobres na Transilvânia."

"Após estudar Ciências Humanas no colégio Gheorghe Lazăr em Sibiu, Cioran começou a estudar Pedagogia na Universidade de Bucareste aos 17 anos. Ao ingressar na Universidade, aproximou-se de Eugène Ionesco e Mircea Eliade, os três permaneceriam amigos por muitos anos. Fez amizade com os futuros filósofos romenos Constantin Noica e Petre Ţuţea durante o período em que receberam ensinamentos de Tudor Vianu e Nae Ionescu. Cioran, Eliade e Ţuţea tornaram-se adeptos das idéias de seu mestre Nae Ionescu – ou seja, uma corrente denominada Trăirism, baseada no Existencialismo." (...)
In Wikipédia.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estendal (foto-montagem)

Estes ovos foram estrelados e comidos depois de fotografados, que a crise não permite desperdícios.
Os ordenados da Função Pública vêm aí mais magros e austeros.

João César- a vida consumida no fogo e nas cinzas de um cigarro

Este cineasta merece mais do que um ou dois "posts", por isso, aqui está o terceiro.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Caricatura de João César Monteiro



Considerado por muitos, o cineasta maldito, João César Monteiro era e é, pois a sua obra perdura, um dos meus cineastas portugueses favoritos.


“Recordações da casa amarela” e “A comédia de Deus” estão entre as longas-metragens da minha eleição. Ambos os filmes estão imbuídos de um humor e uma ironia de fino e subtil recorte.

A sua imagem de marca era o cigarro eternamente esquecido entre os dedos esfíngicos.

Por vezes, o cigarro auto consumia-se em cinza, cujo morrão desafiava as leis da física e permanecia até ao derradeiro encontro com o filtro, com a forma texturada do que fora antes um cigarro.

Quando o recordo, é essa a imagem que emerge: olhos esbugalhados, com um discurso aparentemente sereno e comedido, mesmo quando ofendia deliberadamente os jornalistas que o entrevistavam.



Recordo uma entrevista para a televisão. Quando questionado para a forte componente erótica do filme, “ A comédia de Deus” entre outras coisas disse:

-Ó minha senhora: nesta vida tudo é comestível! A senhora não sabe isso?

Enquanto falava, o tal cigarro permanecia intacto entre os dedos da mão estática, embora reduzido a cinza.
Não vi um dos seus derradeiros filmes, “ Branca de Neve”, mas parece que também ninguém viu.

“João César Monteiro Santos (Figueira da Foz, 2 de Fevereiro de 1939 — Lisboa, 3 de Fevereiro de 2003) foi um cineasta português. Integrou o grupo de jovens realizadores que se lançaram no movimento do Novo Cinema. Irreverente e imprevisível, fez-se notar como crítico mordaz de cinema nos anos sessenta.

Prossegue a tradição iniciada por Manoel de Oliveira (Acto da Primavera) ao introduzir no cinema português de ficção o conceito de antropologia visual — Veredas e Silvestre (filme) —, tradição amplamente explorada no documentário por outros cineastas portugueses como António Campos, António Reis, Ricardo Costa, Noémia Delgado ou, mais tarde e noutro registo, Pedro Costa.

Segue um percurso original que lhe facilita o reconhecimento internacional. Várias das suas obras são representadas e premiadas em festivais internacionais como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza (Leão de Prata: Recordações da Casa Amarela).”
Biografia:

(…)“Pertence a uma família da burguesia rural, anticlerical e anti-salazarista. Aos quinze anos, para prosseguir os estudos liceais, transfere-se com a família para Lisboa, a "capital do Império", tendo estudado no Colégio Moderno, de onde seria expulso.

É dos poucos cineastas associados ao movimento do novo cinema que não prossegue estudos universitários. A propósito, o seu alter-ego, no filme Fragmentos de um Filme Esmola (1973), explica-se assim: «A escola é a retrete cultural do opressor».

Começa a trabalhar como assistente de realização de Perdigão Queiroga. Em 1963, graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, vai para a Grã-Bretanha estudar na London School of Film Technique. De volta a Portugal, em 1965, inicia a rodagem do que viria a ser a sua primeira obra: Quem espera por sapatos de defunto morre descalço. O filme só será concluído cinco anos depois, como média-metragem.

A sua obra, polémica e dificilmente classificável, caracteriza-se pelo lirismo, em forma de filmes-poema. A sua veia satírica como realizador tem sido objecto de estudo para portugueses e estrangeiros, críticos e académicos. João César Monteiro, que tem sérios detractores, é conhecido como um dos mais importantes realizadores portugueses.”

Morreu de cancro em 2003.



Longas metragens:


Fragmentos de um Filme Esmola (A Sagrada Família - 1972)

Que Farei Eu com Esta Espada? (1975)

Veredas (1978)

Silvestre (1982)

À Flor do Mar (1986)

Recordações da Casa Amarela (1989)

O Último Mergulho (1992)

A Comédia de Deus (1995)

Le Bassin de John Wayne (1997)

As Bodas de Deus (1999)

Branca de Neve (2000)

Vai e Vem (2003)

Foi também produtor e realizador de muitas curtas- metragens.