quinta-feira, 18 de julho de 2013

Artigo de opinião do Jornal de Nisa





Acabar é uma arte. E, como todos sabemos, esta função nem sempre é bem assumida pelos seus executantes, como veremos mais adiante, neste mesmo texto.
Nestas ultimas semanas, os portugueses têm assistido, estupefactos, a uma avalanche de acontecimentos surreais, na realidade da política nacional que, chegam mesmos a ultrapassar a própria ficção, não olhando a meios, para atingir os fins.
Tal como nas artes mais nobres, na política houve tempos em que havia, uma coisa chamada de “bom senso”, caracter, compromisso ou sentido de responsabilidade, mas que o tempo e as novas gerações têm feito desaparecer do panorama político-partidário, substituindo-o por outros conceitos mais vulgares, e próprios dos momentos que vivemos, como o clientelismo ou o servilismo, isto é, a força e o poder do capital sobre o cidadão e o homem livre.
Cada vez são menos, aqueles que têm sentido de missão e, desejam abraçar uma causa ou um compromisso com a sua comunidade, de forma a defende-la, resolvendo e lutando pela resolução dos reais problemas dessas populações. E, para isso existem governos, com poder executivo. O que contraria, o momento atual, em que não sabemos, literalmente, quem governa, este pedaço de terra.
Então, passemos a explicar, primeiro demite-se o Ministro de Estado e das Finanças, Victor Gaspar, numero dois do governo, afastando-se, sem antes, tornar publica uma polémica carta, dirigida ao Primeiro-Ministro, onde se retrata a si próprio e à sua errada politica, aplicada durante dois longos e pesadíssimos anos, sobre os portugueses.
Logo a seguir, demite-se o Ministro de Estado e dos Negócios Estrageiros, Paulo Portas, número três do governo, o qual não é aceite, pelo primeiro-ministro.
O presidente da República, fala ao país, num discurso codificado, somente acessível a seres extraterrestres adaptados com a box da MEO. O que a meu ver, só pode mesmo, ser entendida como uma medida de prevenção contra as escutas, criando uma situação de caos político, nunca antes assistido, num país democrático. Limitando-se a fazer uma espécie de jogos florais, dirigida por uma política inexistente, fazendo-se passar como um fantasma, que paira na política nacional, há mais de trinta anos!
Num outro registo, mais irritada e crispada, nos brindou a segunda figura do Estado, a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, na sessão plenária da passada quinta-feira, gritando de forma soberba, com os manifestantes, que se encontravam nas galerias, para que estes abandonassem as mesmas os mais rápido possível. Assunção Esteves não se enervou apenas. Caiu-lhe uma mascara que tinha mantido até então, e veio ao de cima o seu lado mais autoritário, fazendo uma sugestão, uma declaração e uma citação, após o acontecimentos.
A sugestão foi que se repensasse a possibilidade do público deixar de ter acesso à casa da democracia, a declaração foi a de que "não fomos eleitos para sermos amedrontados, desrespeitados". E a citação foi de Simone de Beauvoir: "Não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes".
Mas, afinal o povo é soberano, ou não? A constituição diz que sim, mas alguns políticos mais bolorentos, ainda pensam o contrário. Acabar, terminar ou saber sair no tempo certo, pode ser uma virtude, por isso a palavra tem que ser devolvida ao cidadão, já!


 JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

* Cartoon de Hermínio Felizardo in http://felizardocartoon.blogspot.pt

Portugal profundo


sábado, 22 de junho de 2013

Prancha de BD - Fantasma: Conflito geracional



 Apresento neste "post",  a prancha de banda desenhada que irá ser publicada no fanzine Efeméride nº6  - 1ª Parte, a sair em Setembro de 2013. Esta é uma de muitas pranchas que integram o trabalho, em causa, levado a cabo pelo excelente especialista e divulgador de Banda Desenhada português, Geraldes Lino. Esta prancha esteve exposta no último e recente Festival Internacional de B. D. de Beja.


para melhor compreensão desta iniciativa, transcrevo aqui a explicação do responsável pelo projecto  em causa, que é, como já referi antes, Geraldes Lino.

"Heróis de BD no Século XXI é o título da obra colectiva que irei editar no próximo ano, no nº 6 (e derradeiro) do fanzine Efeméride.

Iniciei-o a 15 de Outubro de 2005, com uma obra colectiva sob o título "Sonhos de Nemo no Século XXI", quando se registava a efeméride dos cem anos passados após o início da obra-prima da banda desenhada mundial "Little Nemo in Slumberland", surgida em igual dia e mês, mas do longínquo ano de 1905.

Em seguida, também em datas redondas, editei as obras comemorativas "Príncipe Valente no Século XXI", "Super-Homem no Século XXI", "Tintim no Século XXI" e "Corto Maltese no Século XXI".

Como o Efeméride é um fanzine extremamente trabalhoso, que implica a disponibilidade e a colaboração benévola de numerosos autores, além de a sua produção sair necessariamente por um preço bastante elevado, optei por fazer uma derradeira edição onde coubesse um abrangente painel com todos aqueles heróis e heroínas de BD que tinham direito ao registo da efeméride, sem que isso ainda tivesse acontecido, e talvez nunca viesse a acontecer, ao ritmo a que foram editados os números anteriores.

O critério que adoptei foi o de submeter ao gosto pessoal de cada autor a escolha da respectiva personagem da sua predilecção. Não tanto para divulgar a existência deste meu novo projecto, mas principalmente para me facilitar o controlo do andamento da obra, resolvi abrir este espaço (ou "Etiqueta").

Assim, como metodologia, irei elencar por ordem alfabética, todos os autores que, em princípio, aceitaram o meu convite, indicando os respectivos heróis/heroínas, de quem irão realizar pastiches, mas também, numa segunda listagem, todos os heróis escolhidos."


De referir, que este excerto, consta do blogue de Gelardes Lino: 
http://divulgandobd.blogspot.pt

Este "post" tem a data de 03 de Setembro de 2012

quarta-feira, 27 de março de 2013

Retrato "robot"






O Canal História, muitas vezes bastante especulativo, apresentou ontem num dos seus programas, uma "tese", extremamente documentada, conclusiva e com dezenas de testemunhos de especialistas, como é da praxe em documentários sensacionalistas do género, que defendia que os grandes cataclismos naturais: "tsunamis", terramotos e outras intempéries, poderão ser, afinal, de natureza extraterrestre. Uma espécie de conspiração de povos oriundos do universo, para aniquilar a espécie humana. Quando se abre a porta a este tipo de especulações, tudo é possível. Não serão os nossos políticos, também de um planeta alienígena e que nos invadiram, há alguns anos a esta parte, com o objectivo hediondo de nos destruir?

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ilustração de capa de livro





Uma editora de nacionalidade turca, está a publicar uma vasta obra de Fernando Pessoa. Ao procurarem fotos do poeta português, na Internet, descobriram uma caricatura minha de Pessoa. Muito cordialmente, coisa rara nos tempos que correm, pediram-me autorização para a sua utilização na capa de uma destas publicações.
Fernando Pessoa, que não conseguiu publicar quase nada, enquanto foi vivo, nesta pátria lusa antropofágica, é agora mundialmente conhecido, com todo o mérito.

Anexo aqui a capa da obra em causa.