sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O nascimento de uma caricatura


Este é o processo que habitualmente utilizo na elaboração de uma caricatura: esboço inicial a lápis; marcador e posterior tratamento no  photoshop. Este programa apresenta um enorme potencial no tratamento da imagem.

 Partindo do desenho, pode chegar-se a valores, texturas e brilhos próximos da realidade fotográfica. O inverso também é verdadeiro: partindo da fotografia pode chegar-se a valores próximos do desenho e da pintura. Eu utilizo comummente o primeiro método, mas não me coíbo de utilizar pontualmente a fotografia, nomeadamente no tratamento de fundos e  detalhes, como o vestuário dos visados nas caricaturas.

Acresce que sou um autodidacta na utilização do photoshop, aprendi tudo através de muitas tentativas e, muitas vezes, tirando partido dos pequenos acidentes. Também se aprende errando.

4 comentários:

Miguel Loureiro disse...

Felizardo
Quando faço, uso só o lápis e pronto. No caso, também acho que os estudos a lápis são mais ricos que o produto em photoshop, por serem muito personalizados, mas...

Felizardo Cartoon disse...

O photoshop também significa desenho e pintura e só quem tem noções de claro-escuro, composição ; luz-sombra e desenho de figura humana, é que obtém resultados minimamente aceitáveis.

Muitas vezes desenho numa placa gráfica com a mesma fluência com que o faço no papel!

Quando comecei a utilizar a caneta digital e a placa, não me saía nada.
Os automatismos só melhoram com a prática, é como conduzir: inicialmente temos de pensar em todos os passos a executar, depois o carro já parece um prolongamento do nosso corpo. Utilizamos os comandos, estando a pensar noutra coisa qualquer.

Abraço! Hermínio

JAIRCLOPES disse...

Vim, Vi e gostei. Parabéns Felizardo você acrescenta cultura e humor à blogsfera.

Miguel Loureiro disse...

Eu não retiro qualidades à nova ferramenta, mas continuo a pensar que a personalidade do desenhista se esbate e lhe retira o cunho.
Também já não tenho tempo para aprendizagens que não tenham aplicação e de há tempos para cá estou virado para a blogosfera e para a palavra, ciente de que a imagem vale muito mais. Mas também a exigência da apreciação estética e artística, sempre andou e continuará a andar pelas ruas da amargura, por causa do PISA. Ser artista ainda é sinónimo de jeitoso, mas non troppo...